Só para todo mundo ter idéia do quanto minha crítica é isenta;
Eu não tenho blog que pode ser considerado público, nem comunidade no orkut ou página no facebook ou qualquer coisa na internet que tenha um número de acessos razoavelmente suficiente para ser incomodada ou ovacionada pela audiência.
Eu também não publico matérias nem faço posts em qualquer veículo que me renda algum tipo de feedback que possa ser relevante do ponto de vista numérico. Logo; Não sou alvo da cretinice que permeia vidas vazias que se dão ao trabalho de desenvolver tendinite achincalhando gratuitamente o próximo sem se identificar.
Mas olha; se tem algo que me remete facinho a um pecado capital, mais especificamente o da ira, esse negócio se chama covardia. E aqui, a referência é a mais genérica possível, já que não existe covardia específica no mundo que eu possa considerar aceitável.
Discussões políticas em comunidades, debates em fóruns virtuais e etc, bem muito etcetera, quase sempre rendem manifestações de variados pontos de vista, que não raro se chocam.
É natural. Mas, o que eu nunca, nunca mesmo vou considerar normal é o tipo de manifestação que se coloca anonimamente.
Oi? A internet já dá a liberdade de não estar presente, de não mostrar o rosto, endereço, profissão, identidade, cpf, estado civil, nível social, idade, religião e (mais uma vez) bem muito etcetera, o que já proporciona um anonimato natural, então por quê, meu Deus, por quê????? Ainda tem gente que insiste em não fornecer um nome fictício, que seja, ou endereço de e-mail como referência mínima.
Não que vá fazer diferença se a pessoa se chama José Paulo, Francisco, ou simplesmente J.P. ou F. mas, uma referência mínima te dá a dignidade de ser identificado ao menos pela repetição. Fora que é muito chato ler comentários aleatórios, que parecem vindos do além.
Comentar anonimamente equivale a atribuir a própria opinião a terceiros, já que a intenção é mesmo fazer parecer que pode ter sido qualquer um e plantar uma dúvida na cabeça de quem está lendo. Esse é o subterfúgio dos insignificantes, já que o próprio anônimo passa a idéia de que sua opinião tem tão pouca credibilidade, que prefere atribuí-la a qualquer outra pessoa (ou ninguém), menos a si mesmo.
Toda vez que vejo qualquer coisa que não vem ao menos rubricada pelo emitente, lembro daquelas discussões que a gente tem na vida com pessoas já tão desacreditadas pela repetição insistente (e inconsistente) de suas críticas aleatórias, que quando manifestam suas opiniões precisam agregá-las a frases do tipo; "Todo mundo está comentando que você..." "As pessoas acham que..." "É por isso que todo mundo diz que você..." "Me disseram..." ZzzzZZZzZ... Cochilo imenso no meio da conversa, porque é exatamente o tipo de coisa que meu cérebro interpreta como; "Ninguém, além de mim, acha tudo isso."
Então, a você, caro amigo anônimo, que teve a preciosa chance de ler esse texto, que fica em um blog, que assumidamente ninguém lê, fica a dica; Seja alguém.


3 comentários:
E é quase uma regra, quem comenta como anônimo é porque sabe que está falando merda.
É verdade, Manoel.
E tem gente que acaba comentando anonimamente por demência mesmo, ou por preguiça de criar uma conta do Google, por mais absurdo que seja imaginar alguém que não tenha uma.
Mas o Manoel tb tem razão: muita gente comenta anonimamente pq tá falando besteira ou pq simplesmente quer te ofender.
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